sábado, 18 de fevereiro de 2017

Vamos a um poema, de Robert Frost: 

Stopping by Woods on a Snowy Evening

Whose woods these are, I think I know.
His house is in the village though;
He will not see me stopping here
To watch his woods fill up with snow.
My little horse must think it queer
To stop without a farmhouse near
Between the woods and frozen lake
The darkest evening of the year.
He gives his harness bells a shake
To ask if there is some mistake.
The only other sound´s the sweep
Of easy wind and downy flake.
The woods are lovely, dark and deep,
But I have promises to keep,
And miles to go before I sleep,
And miles to go before I sleep.
- Robert Frost

Existem vários vídeos no YouTube explorando esse poema, alguns deles em que o poema foi musicado, alguns com um coro masculino sensacional, muito lindo, há até um com o próprio Frost dizendo o poema, vale a pena ver.

E eu me atrevi, besta que sou, a escrever uma versão em português, espero que não me atirem repolhos nem tomates. De qualquer forma estou a salvo dessas "reações vegetais", pela distância virtual. Então, com vocês, a minha versão:

Paro em frente à mata por um momento breve,
É tarde e a neve vai caindo, branca e leve.
Sei que o dono daqui não vai saber,
Que aqui estou, vendo a mata se cobrir de neve.
Meu cavalinho deve estar estranhando
Parar aqui, enquanto está nevando,
Entre a escura mata e o lago congelado.
Por que parar aqui e não seguir andando?
Ele sacode a sineta, põe a cabeça de lado
Como que perguntando se algo está errado.
Além desse som nada mais se ouve,
A não ser o dos flocos caindo no chão nevado.
A mata é linda, mas é preciso ir,
Tenho muitas promessas a cumprir
E um longo caminho até dormir.
E um longo caminho até dormir.

Esse poema é ensinado aos alunos da escola elementar, nos Estados Unidos. Ele permite diversas interpretações, sendo que aquele final é geralmente entendido como uma metáfora da morte. No entanto, segundo um dos comentários do post do Brian Crane, a filha do poeta explicou, em uma palestra, que o pai dela, que vivia à época na zona rural de New Hampshire, na gelada Nova Inglaterra tinha, de fato, tido essa experiência e portanto, que a parada em frente ao tal do bosque nevado poderia ser entendida literalmente.

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