sexta-feira, 21 de abril de 2017

Julieta, io te amo! I fell head over heels in love with you, fazê o quê? Will you marry me, a poor stupid Capuleto?
"eu Amo a Natureza De Deus"
●♫♪•**•.¸
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(:☆°""Amor"""*°☆:)
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Acho que há um espião entre nós. Bico calado!
"eu Amo a Natureza De Deus"
Ai k Lindura! <3
Que # de 1 a 10, você daria para esta foto?
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"Always do right. This will gratify some people and astonish the rest."
Mark Twain
Fazer lambança não é novidade dos tempos modernos. Já o velho Samuel Langhorne Clemens, aka Mark Twain sabia disso. E comentava essa tendência da raça humana com a fina malícia e a sutil crítica que eram sua marca registrada. Mas gentem... não precisava exagerar na lambança...
Com vocês... Bico Doce e a Banda Mel!
Mais uma do Dr. Seuss, maluco-beleza que diz grandes verdades de uma forma doidinha. TRUER como comparativo de true, pode existir sim. Mas está sujeito a polêmicas, já que o adjetivo "true" tem sentido absoluto e por isso não cabe comparação. Algo que é true é true e ponto final. Não pode ser, em tese, mais true do que outra coisa qualquer. Tá bem, mas nóis aceita, porque é uma brincadeira. Agora ... YOUER than you... é demais. E, no entanto, é isso mesmo! Não há ninguém, nem morto nem vivo, que seja MAIS VOCÊ do que VOCÊ. Então, encha o peito, respire fundo e orgulhe-se de ser VOCÊ. É essa a mensagem, simples: BE YOURSELF!
"Be who you are and say what you feel because those who mind don´t matter and those who matter don´t mind."
Bernard Baruch, aka Doctor Seuss
Hoje é a vez de apresentar, para quem não o conhece, o maluco-beleza Bernard Baruch, autor de um monte de livrinhos para crianças (de todas as idades). Ele bolava as historinhas e desenhava os personagens, entre eles o gato de cartola, o espertíssimo Cat in the Hat, um clássico da literatura infantil dos Estados Unidos. É meio babaquinha, mas é bom demais...
Na citação acima ele se diverte, dando um nó na cabeça de quem lê, quando faz um jogo de palavras com dois verbos que se confundem: to matter (importar, ter importância) e to mind (importar-se, incomodar-se com). A ideia sempre perde muito quando passada para outra língua, mas a minha melhor tentativa seria esta:
 "Seja você mesmo e diga sempre o que sente, porque quem se incomodar (com o que você diz) não tem importância e quem tem importância (pra você) na verdade não está nem aí."
Em menos palavras e linguagem moderna, o conselho do Dr. Seuss é
"Sê quem és, sincero no que dizes e liga o phoda-se."

sábado, 8 de abril de 2017

"If you think you are too small to make a difference, try sleeping with a mosquito."
Dalai Lama
Do alto da nossa enorme pequenez, voltamos a louvar e propagar a sabedoria do Dalai Lama. E lembrar que o voo da Air Rexona (onde sempre cabe mais um) para o Tibé ainda tem alguns lugares, mas agora só no corredor. Assentos à janela já não há mais, sorry about that. Todos os que já se inscreveram têm lugares garantidos. Vamos todos pro Tibé, isso é que é. E, to be on the safe side, vamos levar um bom estoque de Off, para dar um "fora!" nos eventuais mosquitos tibetanos. Nosso objetivo é sair da confusão local, fundar a escola de samba Unidos do Dalai Me Saco e viver felizes ever after.


"E os senhores das armas, a cinzenta indústria das guerras, o sombrio e peçonhento complexo que traça o mapa geopolítico deste planeta, a secreta e hipócrita super-entidade que organiza, fomenta e põe pra funcionar a mega porrada no mundo inteiro, especialmente em zonas sensíveis, por interesses vários, como o Oriente Médio, para disso ganhar sustentação política, mais poder, e mais grana, todos esses carinhas go to church on Sundays, oferecer preces aos seus deuses para que seus objetivos sejam alcançados, suas fábricas de produzir desgraças continuem prósperas e as pessoas continuem alienadas, quietas, caladas, submissas, impotentes. Não havia guerra na Síria, há meia dúzia, vá lá há uma dúzia de anos, os caras tavam quietos lá, vivendo sob um "ditador" o Bashad filho, mas as pessoas tinham direito à vida, pelo menos, fossem sunitas, xiitas ou lá o que essa tradição religiosa lhes impunha. Mas lá pelo ano 2000, o governo do Bushinho, apoiado por figuras sinistras como Dick Cheney, Donald Rumsfeld, Condoleeza Rice e aquele outro carinha cujo caminho esqueci, o cara que disse que o Iraque "nadava em óleo", achou por bem (deles), tinha porque tinha de invadir a p. do Iraque, contra tudo e contra todos (menos o cachorrinho poodle do Tony Blair, que agora diz que foi um erro, dez pontos na carteira dele) decidiu invadir a p. do Iraque, com, entre outros pretextos, o objetivo de bom-moço de encontrar armas de destruição em massa (que eles tinham certeza de lá existir, porque tinham sido eles que as venderam...), encontrar e matar o "ditador" Sadam Hussein (que tinha sido apoiado por eles na guerra contra o Irã, quando os mullahs nacionalizaram o petróleo e chutaram o Shá da Pérsia, amiguinho do mundo ocidental e das companhias de petróleo...), porque o monstro do Sadam, além de comer criancinhas como sobremesa tinha feito a boçalidade de invadir o Kuwait (quintal ocidental) e tentado matar o paizinho do Bushinho, o Bush Pai... Era preciso mudar o regime, era preciso colocar fantoches lá, gente da confiança deles e essa m. até hoje está instalada e sem perspectiva de acabar. Matando milhares ou milhões, sei lá, de civis, destruindo países, criando refugiados, inchando a Europa. Enquanto isso o Bushinho dá fazendo palavras-cruzadas ou catando pulgas no cão lá no ranchinho do Texas e só não escreve suas memórias porque não sabe articular uma frase sem pisar na abóbora. Quando essa lambança vai acabar? Agora, com Vladimir e Donaldinho brincando de índio e caubói..."
By Amadeu Marques
Sem pedir licença à querida amiga Regina Bastos, mas certo de que ela não a negaria, para partilhar com todos os amigos não só a linda foto, mas alguns versos de William Wordsworth (1815) inspirados pela bucólica visão de "a crowd, a host of golden daffodils (...) ten thousand at a glance (...) Só o olhar mágico do poeta seria capaz de contar 10 mil narcisos assim, num relance... O poema chama-se "Daffodils", é um clássico da poesia romântica inglesa e vale a pena conhecer, mesmo que sejam apenas as duas primeiras estrofes. It´s supposed to be read aloud!:
I wandered lonely on a cloud
That floats on high o´ver vales and hills,
When all at once I saw a crowd,
A host of golden daffodils;
Beside the lake, beneath the trees,
Fluttering and dancing in the breeze.
Continuous as the stars that shine
And twinkle on the Milky Way,
They stretched in never-ending line
Along the margin of a bay:
Ten thousand saw I at a glance
Tossing their heads in sprightly dance.
(...)
Esses daffodils e os versos de Wordsworth vêm como colírio, contrapondo sua beleza à feiura das notícias de todo dia, de perto e de longe, dos absurdos, lambanças e desgraças que compõem a realidade dos nossos tempos. Mais daffodils e menos missiles. (Não rima...) Queremos de volta a musiquinha e a filosofia do "Hair".

segunda-feira, 27 de março de 2017

The Dalai Lama, when asked what surprised him most about humanity, answered, "Man. Because he sacrifices his health in order to make money. Then he sacrifices money to recuperate his health. And then he is so anxious about the future that he does not enjoy the present, the result being that he does not live in the present or the future; he lives as if he is never going to die, and then dies having never really lived.
Lembrando que o buzão aéreo fretado especialmente para nos levar até o Tibé está quase lotado, mas há lugares. Não esquecer que estaremos voando pela Air Rexona, onde sempre cabe mais um. Lá chegando, fundaremos oficialmente a escola de samba Unidos do Dalai Me Saco e viveremos felizes ever after.
"Give the ones you love wings to fly, roots to come back, and reasons to stay."
Dalai Lama
Simple as that. Vem cá, quando é mesmo que sai aquele buzão aéreo pro Tibé? Já deve estar na last call. Vamusimbora pro Tibé, fundar a escola de samba Unidos do Dalai Me Saco. Porque a coisa aqui tá punk.
"This is my simple religion. There is no need for temples; no need for complicated philosophy. Our own brain, our own heart is our temple; the philosophy is kindness."
- Dalai Lama XIV, The Dalai Lama: A Policy of Kindness
Vem cá, a que horas sai o buzão aéreo pro Tibet? Vombora pro Tibet?!
Dia de São José, Dia dos Pais em Portugal. Para todos os Josés e para todos os Pais do mundo, sem fronteiras, nem as do espaço nem as do tempo, para todos os pais que ainda por aqui estão ou para aqueles que já não estão, muitos beijinhos de amizade, de respeito, e no caso do meu velho, de profunda gratidão.

segunda-feira, 20 de março de 2017

Hoje o filósofo nipônico está de folga, então fizemos uma recolha de citações de outros pensadores, menos brejeiros (nenhum deles habita um brejo nem escreve com certa malícia). São legais (na minha opinião) esses pensamentos e têm uma peculiaridade. Todos eles incluem no mínimo um pronome indefinido (or indefinite pronoun, porque as citações vão todas no original, em inglês). E para dar um pouco mais de desafio a esta notinha, os tais dos indefinite pronouns o leitor vai ter de escolher, entre as opções dadas após cada citação. Assim estaremos todos enjoying the ideas e ao mesmo tempo brushing up on our knowledge about indefinite pronouns. Ready? Here we go!
1. There is ... permanent except change. - Heraclitus a. nothing b. nobody
2. Always remember that you are absolutely unique. Just like .......... else. - Margaret Mead a. nothing b. everyone
3. Wise men speak because they have ... to say. Fools because they have to say ... - Plato a. something; something b. nothing; nothing
4. The only true wisdom is in knowing that you know ...... - Socrates
a. everything b. nothing
5. .... has beauty, but not ..... sees it. - Confucius a. Nothing; anything b. Everything; everyone
6. In three words I can sum up ... I´ve learned about life: it goes on. - Robert Frost a. everybody b. everything
7. Love isn´t ... you find. Love is ... that finds you. - Loretta Young a. nothing ; someone b. something ; something
8. The only thing necessary for the triumph of evil is for good men to do ... - Edmund Burke a. everything b. nothing
9. .... is impossible. The word itself says "I´m possible." - Audrey Hepburn a. Everything b. Nothing
E agora, se segura, porque a última é a mais poderosa. E um brado contras as fofocas!
10. Do not mind ..... that ...... tells you about ...... else. Judge ..... and ..... for yourself. - Henry James a. anything; anyone; anyone; everyone; everything b. someone; nothing; nothing; someone; something
E quem vai precisar de key? Here it is:
1. a 2. b 3. a 4. b. 5. b 6. b 7. b 8. b. 9. b 10. a
Quem acertar tudo passa no caixa e pega um livrinho meu, "de grátis".
Torcendo para que passe pela Comichão de Censura, passo adiante um sábio pensamento do filósofo nipônico Shoimuytu Shakana:
Life is like a penis - simple, relaxed and hanging free... it´s women who make it hard".
Shoimuytu sabe muytu...
The best and most beautiful things in the world cannot be seen or even touched - they must be felt with the heart."
Quem disse isso tinha autoridade para o fazer, porque falava por experiência própria. Chamava-se Helen Keller, era surda e cega. Essa mulher extraordinária, apesar de todas as dificuldades pessoais, conheceu as melhores e mais belas coisas que o mundo tem pra nos dar, porque ela as sentia com o coração.
Nursery rhymes. Quem gosta? Quem conhece? Aqui vai uma, recolhida de The Big Book of Nursery Rhymes. As nursery rhymes fazem parte de um tempo em que, na Inglaterra, geralmente à noite, a mãe ou o pai (às vezes o avô ou a avó) contava historinhas, em verso, para embalar o sono da criança. Eram versos meio matuskelos, historinhas meio nonsense inventadas pelo povo e passadas por tradição oral de geração em geração. Depois apareceram registradas em livros, com as deliciosas ilustrações (de há mais de cem anos) como as de Charles Robinson. Essa tradição se foi, derrotada implacavelmente pelos tempos modernos, perdida a inglória batalha contra o visual, o Disney Channel, os tablets, os smartphones etc. O avô de hoje que se meter a besta e quiser contar pros netos a fábula da raposa e as uvas ou uma nursery rhyme como a que conta a historinha dos gatos de Kilkenny, vai levar uma vaia. Ou então vai ouvir do neto aquele delicado comentário, "Vô, isso é muito chato!" E no entanto, vejam só que delícia. É pra ler em voz alta! Vou contar duas, começando por
The Kilkenny Cats
There were once two cats of Kilkenny,
Each thought there was one cat too many;
So they fought and they fit,
And they scratched and they bit,
Till, excepting their nails
And the tips of their tails,
Instead of two cats, there weren´t any.
Ajudinha: Kilkenny é um lugar na Irlanda e só entrou na historinha porque rima com many.
E agora vamos a
The Little Man with a Gun
There was a little man, and he had a little gun,
And his bullets were made of lead, lead, lead;
He went to the brook, and saw a little duck,
And shot it right through the head, head, head.
He carried it home to his old wife Joan,
And bade her a fire to make, make, make,
To roast the little duck he had shot in the brook,
And he´d go and fetch the drake, drake, drake.
The drake was a-swimming, with his curly tail;
The little man made it his mark, mark, mark.
He let off his gun, but he fired too soon,
And the drake flew away with a quack, quack, quack.
Ajudinha: pelo contexto dá pra sacar que aquele "lead" é um substantivo, significa "chumbo" e rima com head. O verbo "lead" significa levar, guiar, liderar e rima com "need", mas o substantivo "lead" no sentido de "chumbo" rima com "head". Fácil, né? Moleza. "Mark" no contexto acima significa "alvo". Agora vamos explicar que a palavra "duck" é o nome genérico para essa ave, seja macho ou fêmea: pato ou pata. Não estamos colocando em dúvida a macheza do Donald, mas ele poderia muito bem ser chamado de Donald Drake. Por outro lado, "drake" aplica-se só à ave, quando designamos o macho.
Então duck é pato ou pata, mas drake é só pato. Por essa historinha, ficamos sabendo que o tal do homenzinho, não contente com ter caçado a pata, voltou ao riacho para caçar o esposo da dita cuja, mas se deu mal. Quack, quack, quack pra ele!

domingo, 19 de março de 2017

Dia de São José, Dia dos Pais em Portugal. Para todos os Josés e para todos os Pais do mundo, sem fronteiras, nem as do espaço nem as do tempo, para todos os pais que ainda por aqui estão ou para aqueles que já não estão, muitos beijinhos de amizade, de respeito, e no caso do meu velho, de profunda gratidão.

domingo, 12 de março de 2017

Autumn is a second spring when every leaf is a flower.”
― Albert Camus
Não sei em que fase da vida Camus estava quando escreveu isso mas, já tendo eu chegado (há algum tempo...) à estação das "feiulles mortes", concordo total. E viva esta segunda primavera! Camus pode ser deprê pra caramba ("Shall I kill myself or have a cup of coffee?"), mas nessa ele mandou bem. Vamos, pois, valorizar direitinho cada folha que, apesar de ser outono, não caiu, e chamá-la de flor.
Ele também disse (en Français, bien sur) esta coisa linda:
"Don´t walk in front of me; I may not follow. Don´t walk behind me, I may not lead. Just walk beside me, and be my friend."

sexta-feira, 3 de março de 2017

O Carnaval já passou (ou não?) mas ainda está hora de brincar. E brincar com palavras, que é o que eu gosto. Uma destas manhãs, depois de ter tido um sonho com um monte de animais, sentei os glúteos na cadeira e fiz uns versos bestiais. Chamam-se
What´s in a Dream?

What is the meaning of dreams,
Can you tell me, Doctor Freud?
If I always dream of animals,
Does that mean I´m a zoonoid?

Many times I dream of birds,
Flying high in the blue sky.
Other times they fly so low,
I don´t know, don´t ask me why.

Once I had a dream
About an intellectual cat
We had an interesting talk
About this and that.

And I had this other dream
Me and a taciturn dog.
He didn´t say a word,
It was a dognologue.

Then I had a crazy dream
About a voracious goat,
During all that dream
He was eating my coat!

Then I had a stupid dream
About a perverted fox.
During all that smelly dream
He was sniffing at my socks!

And yes, I had another dream
About a philosophical sheep.
At the top of the cliff he said,
"Look before you leap!"

And I had another dream
Me and a huge polar bear,
It came so near to me,
I wish I wasn´t there!

Then I had a final dream
Envolving a venomous snake,
But it wasn´t just a dream,
WE WERE BOTH AWAKE!

And so it´s time to say farewell.
The secrets of my unconscious mind,
Are still a mystery to me here in Hell,
And the meaning of dreams, I never could find.

terça-feira, 28 de fevereiro de 2017

"Minha Pátria é a língua portuguesa." (Bernardo Soares, heterônimo de Fernando Pessoa, in O Livro do Desassossego)
E porque hoje é feriado, terça-feira de Carnaval e não podemos passar um único dia, útil ou inútil, sem dar uma boa risada ou sem ler um grande poema, aqui vai uma maravilha escrita pelo português José Fontinha, mais conhecido como Eugénio de Andrade (1923-2005). Eugénio, portuense, com acento agudo e não com chapéu.
Urgentemente
É urgente o amor
É urgente um barco no mar
É urgente destruir certas palavras,
ódio, solidão e crueldade,
alguns lamentos, muitas espadas.
É urgente inventar alegria,
multiplicar os beijos, as searas,
é urgente descobrir rosas e rios
e manhãs claras.
Cai o silêncio nos ombros e a luz
impura, até doer.
É urgente o amor, é urgente
permanecer.
Eugénio de Andrade, in "Até Amanhã"

segunda-feira, 27 de fevereiro de 2017

Fui eu, sim! Mas juro que não faço mais!
A arte perfuma a vida. E por falar em arte e vida, digo de novo ...
Você é quem manda. A tela da sua vida é você quem pinta. Você recebe, ao nascer, todas as ferramentas e todos os recursos de que vai precisar. A vida lhe dá a tela, para você pintar. Todos nós somos pintores, artistas, criadores, alguns mais realistas, outros mais surrealistas, uns mais da Vinci, outros mais Dali. E essa tela é pintada e retocada a cada dia. Quem não tem pincel, pinta com os dedos. O importante é fazer da nossa vida uma bela obra de arte. De que tipo ela vai ser, it´s totally up to you.

sexta-feira, 24 de fevereiro de 2017

E antes que a chama do dia 24 de fevereiro se apague, pra voltar mais forte ano que vem, venho aqui mais uma vez com poesia. Peço licença à querida Emily Dickinson (1830-1886) para reproduzir esta pequena maravilha,
If I can stop one heart from breaking,
I shall not live in pain;
If I can ease one life the aching,
Or cool one pain,
Or help one fainting robin
Unto his nest again,
I shall not live in vain.
E vou de novo, besta que sou, ousar uma versão livre na nossa língua. É em outra música, não menos amada.
Se eu puder tirar, de alguém, o sofrimento,
Eu não terei vivido em vão;
Se eu puder, de uma vida, aliviar o mau momento,
Ou consolar seu coração,
Se eu puder levar de volta ao ninho
De asa quebrada, o pobre passarinho,
Eu não terei vivido em vão.
Conto o jardim pelas flores,
Não pelas folhas no chão.
Conto a vida por amores,
Que embalaram o coração.
Conto a noite por estrelas, esqueço o medo,
Conto a vida por vitórias, não por danos.
E, feliz, conto a todos meu segredo:
Conto a idade por amigos, não por anos.
Aos meus trocentos amigos, obrigado!

quarta-feira, 22 de fevereiro de 2017

Overdose de poesia? Não, né? Poesia nunca é demais, mesmo neste calor. E qual é o tema, agora? Humildade, discrição, low-profile. Quem vai falar, assim, baixinho, discretamente, quase como quem pede licença para entrar na sua cabeça e plantar idéias? Quem será? Num digo, só depois de reproduzir ...
I´m nobody! Who are you?
Are you nobody, too?
Then there´s a pair of us - don´t tell!�They´d banish you, you know.
How dreary to be somebody!
How public, like a frog,
To tell your name the livelong day
To an admiring bog!
Emily Dickinson (1830-1886) viveu grande parte de sua vida reclusa, ela praticamente "banished herself", bichinho-do-mato por escolha própria, a sua obra poética foi conhecida e publicada somente quando ela não estava mais por aqui. Nesse poema a artista envolve o leitor em cumplicidade, convida-o a jogar no time do "nós, discretos" contra "eles, os famosos" e exprime a sua vontade de criar beleza, sem esperar ouvir as trombetas da fama.
Vou-me arriscar a traduzir, pedindo desde já desculpas se viajei demais.
Meu nome é ninguém. E o teu?
Teu nome é ninguém, ó meu?
Então somos dois - não espalha!
Seriamos mandados pra Cornualha...
Que saco, ser alguém!
Figura pública, como um sapo,
Coaxar o nome, caprichar bem
Para o fã clube no charco.

terça-feira, 21 de fevereiro de 2017

Gracie Mello, mandou ... tá mandado. Não gostei desse poema, é muito água com açúcar. Anyway, aqui está a tradução livre de
Convite ao amor
Vem, nas noites estreladas
Ou no luar esbranquiçado;
Vem quando o sol foca seus raios
No amarelo do feno já cortado.
Vem no fim da tarde macia
Vem de noite, vem de dia
Vem, amor e vem sorrindo
Vem, que serás sempre bem-vindo.
Tens de mim toda a ternura
Meu coração e alma pura,
Vem pro meu abraço e meu carinho,
Como o pássaro que só agora chega ao ninho.
Vem quando o mundo inteiro está em dor
E vem também quando ele está em festa
Vem nas noites tristes de outono
Para afastar a solidão e o abandono,
Vem na primavera com a primeira flor
Vem no verão, vem sempre, meu amor,
Vem, amor, e vem sorrindo
Vem que serás sempre bem-vindo.
- Paul Laurence Dunbar
Gracie, não me xinga nem me bate, I´m only the messenger. Não fui que escrevi o original, não fui eu que mandei o namorado vir, trocentas vezes. Essa poeta parece uma flanelinha, só sabe dizer "Vem, vem, vem...", ajudando o motorista a entrar na vaga.
Quando puder, traduz e comenta...
Invitation to Love
Come when the nights are bright with stars
Or come when the moon is mellow;
Come when the sun his golden bars
Drops on the hay-field yellow.
Come in the twilight soft and gray,
Come in the night or come in the day,
Come, O love, whene’er you may,
And you are welcome, welcome.
You are sweet, O Love, dear Love,
You are soft as the nesting dove.
Come to my heart and bring it to rest
As the bird flies home to its welcome nest.
Come when my heart is full of grief
Or when my heart is merry;
Come with the falling of the leaf
Or with the redd’ning cherry.
Come when the year’s first blossom blows,
Come when the summer gleams and glows,
Come with the winter’s drifting snows,
And you are welcome, welcome.
—Paul Laurence Dunbar
“Invitation to Love” – "Majors and Minors" , 1896

E vocês achavam que eu já tinha largado do vosso pé, pisando insistente, com poesia? Enganaram-se redondamente, estão redondamente enganados (royalties para o Professor Israel Jelin, pelo uso da expressão). Porque eu vou atacar de novo, agora com um poema que a revista Harper´s publicou em 1920, inventado pelo genial Robert Frost. Chama-se
Fire and Ice
Some say the world will end in fire,
Some say in ice.
From what I´ve tasted of desire
I hold with those who favor fire.
But If I had to perish twice,
I think I know enough of hate
To say that for destruction ice
Is also great
And would suffice.
E eu, besta que sou, arrisco uma versão livre, em português, que seria isto, com as devidas desculpas a Frost.
Fogo e Gelo
Dizem que o fim do mundo será em fogo,
Ou então em gelo.
De todas as emoções da vida que estão em jogo,
Estou do lado daqueles que apostam no fogo.
Mas se o fim chegasse por uma segunda vez
Acho que, para fazer toda a diferença
Das emoções humanas e de tudo o que vês,
Muito maior que o ódio é a indiferença
Vazia e fria, talvez.

segunda-feira, 20 de fevereiro de 2017

sábado, 18 de fevereiro de 2017

Vamos a um poema, de Robert Frost: 

Stopping by Woods on a Snowy Evening

Whose woods these are, I think I know.
His house is in the village though;
He will not see me stopping here
To watch his woods fill up with snow.
My little horse must think it queer
To stop without a farmhouse near
Between the woods and frozen lake
The darkest evening of the year.
He gives his harness bells a shake
To ask if there is some mistake.
The only other sound´s the sweep
Of easy wind and downy flake.
The woods are lovely, dark and deep,
But I have promises to keep,
And miles to go before I sleep,
And miles to go before I sleep.
- Robert Frost

Existem vários vídeos no YouTube explorando esse poema, alguns deles em que o poema foi musicado, alguns com um coro masculino sensacional, muito lindo, há até um com o próprio Frost dizendo o poema, vale a pena ver.

E eu me atrevi, besta que sou, a escrever uma versão em português, espero que não me atirem repolhos nem tomates. De qualquer forma estou a salvo dessas "reações vegetais", pela distância virtual. Então, com vocês, a minha versão:

Paro em frente à mata por um momento breve,
É tarde e a neve vai caindo, branca e leve.
Sei que o dono daqui não vai saber,
Que aqui estou, vendo a mata se cobrir de neve.
Meu cavalinho deve estar estranhando
Parar aqui, enquanto está nevando,
Entre a escura mata e o lago congelado.
Por que parar aqui e não seguir andando?
Ele sacode a sineta, põe a cabeça de lado
Como que perguntando se algo está errado.
Além desse som nada mais se ouve,
A não ser o dos flocos caindo no chão nevado.
A mata é linda, mas é preciso ir,
Tenho muitas promessas a cumprir
E um longo caminho até dormir.
E um longo caminho até dormir.

Esse poema é ensinado aos alunos da escola elementar, nos Estados Unidos. Ele permite diversas interpretações, sendo que aquele final é geralmente entendido como uma metáfora da morte. No entanto, segundo um dos comentários do post do Brian Crane, a filha do poeta explicou, em uma palestra, que o pai dela, que vivia à época na zona rural de New Hampshire, na gelada Nova Inglaterra tinha, de fato, tido essa experiência e portanto, que a parada em frente ao tal do bosque nevado poderia ser entendida literalmente.