sábado, 8 de abril de 2017



"E os senhores das armas, a cinzenta indústria das guerras, o sombrio e peçonhento complexo que traça o mapa geopolítico deste planeta, a secreta e hipócrita super-entidade que organiza, fomenta e põe pra funcionar a mega porrada no mundo inteiro, especialmente em zonas sensíveis, por interesses vários, como o Oriente Médio, para disso ganhar sustentação política, mais poder, e mais grana, todos esses carinhas go to church on Sundays, oferecer preces aos seus deuses para que seus objetivos sejam alcançados, suas fábricas de produzir desgraças continuem prósperas e as pessoas continuem alienadas, quietas, caladas, submissas, impotentes. Não havia guerra na Síria, há meia dúzia, vá lá há uma dúzia de anos, os caras tavam quietos lá, vivendo sob um "ditador" o Bashad filho, mas as pessoas tinham direito à vida, pelo menos, fossem sunitas, xiitas ou lá o que essa tradição religiosa lhes impunha. Mas lá pelo ano 2000, o governo do Bushinho, apoiado por figuras sinistras como Dick Cheney, Donald Rumsfeld, Condoleeza Rice e aquele outro carinha cujo caminho esqueci, o cara que disse que o Iraque "nadava em óleo", achou por bem (deles), tinha porque tinha de invadir a p. do Iraque, contra tudo e contra todos (menos o cachorrinho poodle do Tony Blair, que agora diz que foi um erro, dez pontos na carteira dele) decidiu invadir a p. do Iraque, com, entre outros pretextos, o objetivo de bom-moço de encontrar armas de destruição em massa (que eles tinham certeza de lá existir, porque tinham sido eles que as venderam...), encontrar e matar o "ditador" Sadam Hussein (que tinha sido apoiado por eles na guerra contra o Irã, quando os mullahs nacionalizaram o petróleo e chutaram o Shá da Pérsia, amiguinho do mundo ocidental e das companhias de petróleo...), porque o monstro do Sadam, além de comer criancinhas como sobremesa tinha feito a boçalidade de invadir o Kuwait (quintal ocidental) e tentado matar o paizinho do Bushinho, o Bush Pai... Era preciso mudar o regime, era preciso colocar fantoches lá, gente da confiança deles e essa m. até hoje está instalada e sem perspectiva de acabar. Matando milhares ou milhões, sei lá, de civis, destruindo países, criando refugiados, inchando a Europa. Enquanto isso o Bushinho dá fazendo palavras-cruzadas ou catando pulgas no cão lá no ranchinho do Texas e só não escreve suas memórias porque não sabe articular uma frase sem pisar na abóbora. Quando essa lambança vai acabar? Agora, com Vladimir e Donaldinho brincando de índio e caubói..."
By Amadeu Marques

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